sábado, 31 de maio de 2008

sexta-feira, 30 de maio de 2008

CRUELDADE, VIOLÊNCIA

JOGOS OLIMPICOS NA CHINA

Estas crinças são obrigadas a ficar 5 minutos suspensas na barra


Crianças Chinesas treinam até à exautão

quinta-feira, 15 de maio de 2008

MAIO 68

Revolução Maio de 68













Um movimento que começa com uma reivindicação do «direito de visita» aos dormitórios das raparigas não pode ser totalmente mau.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

GLOSSÁRIO QUE GERA POLÉMICA

Segundo o dicionário oficial criado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência ( IDT ) destinado a crianças e jovens a partir dos 11 anos, " betinho ", " cocó ", ou " careta " é aquele que não consome droga e, por isso, é considerado conservador, desprezível e desinteressante".

www.tu.alinhas.pt -> TU ALINHAS

domingo, 11 de maio de 2008

SEM LITERATURA




O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa...


Livros são papeis pintados com tinta

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quando há bruma,

Esperar por D. Sebastião,

Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca.


O mais do que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca...



Fernando Pessoa

CONDUTORES EXÍMIOS

LAURINHA

O MELHOR SPOT PUBLICITARIO DE CRISTIANO RONALDO

sábado, 10 de maio de 2008

ÁLCOOL, FUMO E CAFÉ




Não mais o álcool,
não mais o fumo,
de azulado rumo,
nem o café.
Resta-me a fé
num áureo aprumo.
Sei como é.

Os nervos cansam
e vão partir-se.
A voz de Circe
ouço-a ainda...
E mais mais linda,
ainda me chama.
e embora lama,
quero-lhe ainda.

Mas quero quietos
os meus sentidos,
comprometidos
em ascensões.
As sensações
hei-de chamá-las,
purificá-las
com comunhões.

Resto sedento,
desalentado...
Quem a meu lado
no funeral?
Negro portal
hei-de quebrá-lo.

Cantar de galo
sobre o cavalo.

(As mãos daquela
que se dizia
minha amiga
já se sumiram...
Vagas sorriram
outras derrotas...
Ignotas rotas
as poluíram...)

E as tardes brancas
hei-de esposá-las.
Não quero galas
na minha boda.
Bailem em roda
só as crianças
ingánuas danças
à sua moda.

Se um homem cumpre
o seu destino,
não vão sem tino
mexer na obra.
É como a cobra.
que fere o seio
quem, de permeio
altera a obra.

De qualquer forma
sigo o meu rumo,
num áureo aprumo,
cheio de fé.
Sem o café,
sem o tabaco,
cortar o opaco
sei como é.

Saul Dias (1902-1983) - irmão de José Régio



A vida caracteriza-se por estar encavalitada, simultaneamente no tempo exterior e no tempo interior.Se está inteiramente no tempo interior, é a morte física. Se está inteiramente no tempo exterior, é a morte intelectual.

ESQUECE A SORTE

A saudade é uma mosca venenosa
morde e deixa-me morrer lentamente
eu quero estar onde as nuvens se movem
mas isso não é uma situação realizável,
por isso, reage – e:

Esquece a sorte
faz algo que te dê prazer
não olhes para trás
olha em frente porque vemos mais longe
esquece o teu desejo
e aceita aquilo que é
aceita aquilo que há
esquece o que não existe
esquece o teu sonho
aceita tudo hoje
e deixa o lugar
a quem acaba de te dizer “olá”
esquece as imagens
olha para a tua vida
pois não há nada mais belo
que a tua própria vida.

Deixa passar as horas como um fantasma no tempo
quero ter tudo - salvo aquilo que posso ter
verás que também te habituarás às lamúrias
não se pode aceitar essa condição - vejam só o meu aspecto
Esquece a sorte
se pensas que as alegrias te passam ao lado
faz algo de bom, e sente-te alegre se acaso estiveres bem
se pensas que a tua vida te passa ao lado
então cria uma condição, pela qual valha a pena viver
Esquece a sorte


Erika Pluhar

sexta-feira, 9 de maio de 2008

IMAGENS COM ARTE


















































Quanto mais alta a sensibilidade, e mais subtil a capacidade de sentir, tanto mais absurdamente vibra e estremece com as pequenas coisas. É precisa uma prodigiosa inteligência para ter angústia ante um dia escuro. A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque faz sempre tempo; não sente a chuva senão quando lhe cai em cima.
O dia baço e mole escalda humidamente. Sozinho no escritório, passo em revista a minha vida, e o que vejo nela é como o dia que me oprime e me aflige. Vejo-me criança contente de nada, adolescente aspirando a tudo, viril sem alegria nem aspiração. E tudo isto se passou na moleza e no embaciado, como o dia que mo faz ver ou lembrar.
Qual de nós pode, voltando-se no caminho onde não há regresso, dizer que o seguiu como o devia ter seguido?

Fernando Pessoa - in Livro do desassossego