PARQUE GUELL - BANCO ONDULANTEsegunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
2º TRABALHO NA AREA DA PUBLICIDADE - Catalogo Mercedes 2010
Foi muito gratificante fazer parte desta sessão fotografica para o catalogo da Mercedes de 2010.
Mark Blackwell após percorrer milhares de kms entre Portugal e Espanha descobriu este pequeno paraíso, a barragem de Montalegre. Levou-nos até lá e aí constactamos que realmente era um local fabuloso onde o silêncio era ensurdecedor e a paisagem deslumbrante.
Esquecendo o mistral, o vento catabático que nos gelou os ossos, o resto correu tudo maravilhosamente bem como as fotos o comprovam


Os dois na palhaçada, Ivo tem 63 anos mas um espírito jovem e um enorme sentido de humor



IVO ESTUDANDO O TERRENO

Mark Blackwell, Sandra e Álvaro
Sofia
Eu e o meu fascínio pelas fotografias reverberadas

A minha assistente ( Sofia ) serviu de modelo enquanto aguardávamos pelo pôr-do-Sol...
Estudando a luminosidade ...

Pormenores técnicos...

Ivo fazendo peito...

No final da sessão, os modelos Álvaro e Sandra
Mark Blackwell após percorrer milhares de kms entre Portugal e Espanha descobriu este pequeno paraíso, a barragem de Montalegre. Levou-nos até lá e aí constactamos que realmente era um local fabuloso onde o silêncio era ensurdecedor e a paisagem deslumbrante.
Esquecendo o mistral, o vento catabático que nos gelou os ossos, o resto correu tudo maravilhosamente bem como as fotos o comprovam
Mark Blackwell, Sandra e Álvaro
Ivo fazendo peito...
IVO VON RENNER - " Tem a ver com conhecer pessoas, o que eu aprecio muito. Tenho tido muita sorte com as pessoas que tenho co-nhecido em todo o mundo. Fico feliz por viajar para todo o lado, porque vou visitar os meus amigos. Pode-se dizer pelas fotos da equipa, que faço depois de cada trabalho. Todos passam bons momentos porque fizemos um óptimo trabalho, o que é muito gratificante, nós divertirmo-nos e ser-mos pagos por isso faz com que seja ainda melhor. A parte humana é muito importante "
IVO VON RENNER
É ESPECIALISTA EM FOTOGRAFAR CARROS, MAS ACIMA DE TUDO GOSTA DE TRANSFORMAR CADA IMAGEM NUMA NARRATIVA PERSONALIZADA. A DIRECTARTS CONVERSOU COM IVO VON RENNER SOBRE A SUA ARTE, QUE SE REGE POR TENTAR CAPTAR A CONDIÇÃO HUMANA.

IVO VON RENNER - http://www.ivofolio.com/




D.A. - Então o círculo completou-se? I.v.R. - Sim. Por exemplo, estamos de partida para a Austrália dentro de dez dias para fotografar para a Mercedes, e a agência tem um acordo com o cliente para que eu possa mudar as coisas completamente. O tema e os ângulos do carro são as únicas exigências. Por exemplo, uma ideia é a de um carro de perfil com uma família a comer gelados ao fundo. No local que escolhemos irá funcionar melhor se a família se encontrar em primei-ro plano e o carro estiver entre os dois actores, que comem o gelado. É mais como nos velhos tempos.
D.A. - Quando foi a primeira vez que fotografou profissionalmente fora da Alemanha? I.v.R. - Em Janeiro de 1975. Foi o meu segundo grande trabalho para a Site Magazine. Aqui na Alemanha, arqueólogos tinham descoberto túmulos com 1100 anos sob a cúpula da igreja de Bremen, no centro da cidade. Os cadáveres preservados dos padres ainda tinham pele e anéis nos dedos. Foram então transportados para a Suécia para serem radio-grafados. Então eu voei para Estocolmo para fotografar as mitras que ainda estavam nas suas cabeças. As pessoas no laboratório seguravam as cabeças e disseram-me para fotografar rápido porque se podiam desfazer muito rapidamente. Eu estava muito nervoso
D.A. - Já trabalhou em muitos países diferentes. Qual deles é o mais difícil ou desafiador para trabalhar? I.v.R. - Desafiador... provavelmente os Estados Unidos.
Na China as pessoas não sabem se têm permissão para dizer sim ou não. Mas pode funcionar muito bem. Um dos meus melhores trabalhos foi na China há cerca de um ano e meio. É o local para trabalhar.
TrucksD.A. - O que o atrai em Portugal, a nível profissional? I.v.R. – Gosto muito dos locais, do estilo, gosto da mentalidade das pessoas, existe algo muito emotivo, especialmente quando estamos em Lisboa, o que se expressa perfeitamente no fado; o que é no entanto con-traditório com a forma como as pessoas conduzem os seus carros. Uma vez disse a um produtor que estava a trabalhar para mim: “Se os homens portugueses amarem as mulheres como conduzem os seus carros, não quero ser mulher em Portugal.” Eu também gosto da mistura do antigo, edifícios degradados, com a arquitectura moderna, esteticamente funcio-na muito bem em Portugal. D.A. - E quanto a apoio e equipas de produção? I.v.R. - Se eu não tiver as pessoas certas à minha volta não funciona. Eu costumo arranjar as pessoas certas para trabalhar comigo em Portugal. D.A. - Quantas pessoas viajam consigo quando vai para os locais fotografar? I.v.R. - Para os carros? D.A. - Sim, isso é o que tem fotografado mais neste país. I.v.R. - Eu preciso de dois a três assistentes e um chefe de produção, e também costumava ter um location manager. Na década de 80 era apenas um assistente, um produtor, eu e o director de arte, e todos carregávamos o equipamento. E quando estivéssemos com fome o director de arte ia ao restaurante mais próximo comprar sanduíches e vinho. Era apenas assim, e não havia nada de errado com isto. Agora, com o equipamento digital, precisamos de uma tenda para abrigar uma área de trabalho e de electri-cidade, o que significa que precisamos de um outro assistente para cuidar desse aspecto. As imagens tornam-se mais complicadas à medida que estão mais pessoas envolvidas. Decoradores de cena, estilistas, maquilha-gem, são precisos todos os tipos de profissionais. Mas eu posso trabalhar com apenas um assistente, se é isso que a fotografia exige.
Na China as pessoas não sabem se têm permissão para dizer sim ou não. Mas pode funcionar muito bem. Um dos meus melhores trabalhos foi na China há cerca de um ano e meio. É o local para trabalhar.
TrucksD.A. - O que o atrai em Portugal, a nível profissional? I.v.R. – Gosto muito dos locais, do estilo, gosto da mentalidade das pessoas, existe algo muito emotivo, especialmente quando estamos em Lisboa, o que se expressa perfeitamente no fado; o que é no entanto con-traditório com a forma como as pessoas conduzem os seus carros. Uma vez disse a um produtor que estava a trabalhar para mim: “Se os homens portugueses amarem as mulheres como conduzem os seus carros, não quero ser mulher em Portugal.” Eu também gosto da mistura do antigo, edifícios degradados, com a arquitectura moderna, esteticamente funcio-na muito bem em Portugal. D.A. - E quanto a apoio e equipas de produção? I.v.R. - Se eu não tiver as pessoas certas à minha volta não funciona. Eu costumo arranjar as pessoas certas para trabalhar comigo em Portugal. D.A. - Quantas pessoas viajam consigo quando vai para os locais fotografar? I.v.R. - Para os carros? D.A. - Sim, isso é o que tem fotografado mais neste país. I.v.R. - Eu preciso de dois a três assistentes e um chefe de produção, e também costumava ter um location manager. Na década de 80 era apenas um assistente, um produtor, eu e o director de arte, e todos carregávamos o equipamento. E quando estivéssemos com fome o director de arte ia ao restaurante mais próximo comprar sanduíches e vinho. Era apenas assim, e não havia nada de errado com isto. Agora, com o equipamento digital, precisamos de uma tenda para abrigar uma área de trabalho e de electri-cidade, o que significa que precisamos de um outro assistente para cuidar desse aspecto. As imagens tornam-se mais complicadas à medida que estão mais pessoas envolvidas. Decoradores de cena, estilistas, maquilha-gem, são precisos todos os tipos de profissionais. Mas eu posso trabalhar com apenas um assistente, se é isso que a fotografia exige.
- A tecnologia digital mudou a forma como aborda a fotogra-fia? I.v.R. - Não. As pessoas perguntam-me sempre isso. Sou fotógrafo e a tecnologia digital ajuda a criar a minha foto. Se eu fosse um cirurgião poderia usar uma faca para manteiga porque sabia o que estava a fazer. Eu só uso as minhas ferramentas para conseguir o que eu quero. O problema com o digital são os brancos. O digital tem um problema com o branco. Sou um perito em Photoshop e para conseguir um branco puro tenho de fotografar os brancos separadamente. O digital responde bem quando fo-tografamos pessoas em movimento. Eu continuo a ter película para o meu trabalho pessoal.
D.A. - Vamos falar de negócios. Cobra ao dia ou faz o orçamento de acordo com cada trabalho? I.v.R. - Cobro ao dia... e, geralmente, leva um dia para obter uma foto-grafia. D.A. - Então há uma taxa para si mais o custo de produção em cima? I.v.R. - Sim. Assistentes, custos de produção, talentos, etc., e custos de desgaste dos equipamentos, que ronda cerca de €650 a €800 por dia. Quando o digital entrou no mercado os clientes pensavam que iriam cor-tar nos custos, pois não haveria mais película. Errado! Em dois anos as backs digitais (€30.000) já não são boas, alguém tem de pagar pelo des-gaste do equipamento. É como a película... vem e vai. D.A. - As suas taxas, são a nível europeu ou mundial? I.v.R. - Temos um orçamento a nível europeu. Eu acho que nós cobramos €3.800 por dia, mas, se o trabalho pode ser utilizado para o portfólio, por vezes negociamos. Se não se cobrar uma taxa elevada o cliente não nos vai levar a sério enquanto profissional. Eu estou sempre a trabalhar. D.A. - Tem um agente? I.v.R. – A Dagmar (mulher de Ivo) representa-me há 21 anos aqui na Ale-manha e nos locais da Europa onde se fala alemão. Tenho um agente na República Checa há oito anos, na Itália há 18 anos e nos últimos quatro meses tenho um novo agente nos Estados Unidos.
O que mais gosta de fotografar? I.v.R. - (Longa pausa) Diria que ainda são pessoas. A melhor parte de fotografar carros são os locais; uso os carros para fotografar grandes lo-cais. No entanto considero-me um narrador. O meu trabalho com o táxi em Lisboa trouxe-me outros três trabalhos diferentes. Isso é o que mais gosto de fazer, contar histórias. E eu amo mulheres. (risos) Houve mais fotografia de automóveis na minha vida do que fotografia de mulheres... Vou ter que mudar isso!

D.A. - A economia global afectou o seu negócio? I.v.R. - O negócio em geral sim. O meu negócio não, tenho tido sorte. Quando for para a Austrália fico garantido por este ano... se o trabalho for cancelado, então lá se vai o ano. Isso iria afectar o meu negócio este ano.
D.A. - Os honorários desceram de há vinte anos para cá? I.v.R. - Não. Isso tinha mais a ver com os direitos do que com qualquer outra coisa. Aqui na Alemanha adoramos pagar quantias absurdas a fo-tógrafos estrangeiros em vez de aos nossos próprios talentos; isto é por-que pensamos que o que vem de fora é melhor do que o que temos aqui em casa. Lembro-me que há 20 anos uma revista de moda alemã pagou 960.000 DM (€500.000) por três imagens publicitárias de moda. A re-vista ligou ao fotógrafo e disse-lhe que o cliente iria estar no local. O fotógrafo pediu mais 16.000 DM (€8.000) por cada dia que o cliente ia estar presente. O cliente permaneceu por dois dias. Foi mais 32.000 DM (€16.000) acrescentados à conta... Eu sei porque vi a factura. As pessoas faziam isso e os alemães eram estúpidos porque pagavam. Os americanos riam sempre por causa do que estávamos a fazer aqui na Europa. Os meus honorários têm sido os mesmos... quero dizer, sobe como qualquer outra coisa, mas tem sido proporcional ao mercado actual.
D.A. - Além do aspecto criativo, do que gosta mais no seu negócio de Fotografia? I.v.R. - É um cenário completo. Tem a ver com conhecer pessoas, o que eu aprecio muito. Tenho tido muita sorte com as pessoas que tenho co-nhecido em todo o mundo. Fico feliz por viajar para todo o lado, porque vou visitar os meus amigos. Pode-se dizer pelas fotos da equipa, que faço depois de cada trabalho. Todos passam bons momentos porque fizemos um óptimo trabalho, o que é muito gratificante, nós divertirmo-nos e ser-mos pagos por isso faz com que seja ainda melhor. A parte humana é muito importante


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